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quinta-feira, 25 de junho de 2020

A NATUREZA É SÁBIA

A Natureza é uma forma de inteligência que o homem não compreende

 

“Sem a Natureza em equilíbrio, não podemos viver bem. Vimos isso em Friburgo em 2011 e vemos agora com o coronavírus, frutos do desequilíbrio”, diz Carolina Ribeiro
 
Em matéria no site A Voz da Serra, a mestra e agricultora orgânica Carolina Olga Ribeiro pergunta: "O que a pandemia do coronavírus tem a ver com a agricultura orgânica e a sustentabilidade? No caso do Brasil, você pode encontrar uma geleia de blueberry da Dinamarca no supermercado, mas não vai encontrar uma geleia de pitanga da Mata Atlântica. Nada a ver, né? De primeira parece que uma coisa não tem a ver com a outra, mas na verdade tem. Na era da globalização, ganhamos uma diversidade de trocas, sejam elas culturais ou em forma de bens, produtos e serviços (e claro, não vamos nos esquecer das trocas viróticas!)".

Leia mais em A Voz da Serra.

sábado, 21 de março de 2020

A RESPOSTA DA NATUREZA

Covid-19, biodiversidade e clima. É a resposta da Natureza: cuidem de mim


Em artigo, Sofia Santos diz que: "existem registros sobre o Produto Interno Bruto (PIB) mundial desde o ano 1000, sendo possível constatar que daí até 1870 o PIB foi essencialmente constante, aumentando um pouco em 1913. No entanto, este padrão mudou totalmente a partir de 1950, tendo existido um aumento do PIB mundial de 1069% entre 1950 e 2015. Este crescimento, num gráfico, apresenta-se como que uma reta a subir. Quem analisa dados sabe que, quando se vê um gráfico com uma subida exponencial, algo de estranho se passou. Ou há um erro ou consequências irão surgir.
Como se tratava do crescimento do PIB, que era, e é, considerado algo de bom para a sociedade, esta subida exponencial não foi devidamente analisada nos impactes que iria ter anos mais tarde. Um século mais tarde. Agora! Chegámos à época em que os impactes do crescimento exponencial se estão a sentir. E porquê? Porque não foi um crescimento equitativo e sustentável. Foi um crescimento desigual, onde as pessoas passaram a ser vistas como meros instrumentos para produzir algo, semelhante aos animais cultivados dentro de um galinheiro.
Os open spaces são um exemplo desta mentalidade instrumental do ser humano que quer maximizar o lucro a todo o custo: usar menos espaço, ter mais pessoas numa mesma área a produzir para se vender mais. Tipo galinheiro. Ora, nem o ser humano nem as galinhas e galos gostam de estar em cima uns dos outros. Tira-nos a privacidade, a identidade e agora constatámos que nos tira a saúde. Depois do Covid 19, os open spaces deverão ser repensados… até porque nunca deveriam ter existido!"


Veja mais em Eco Sapo.