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sábado, 6 de junho de 2020

DESMATAMENTO AUMENTA NO BRASIL

A cada 6 segundos o planeta perdeu um campo de futebol de floresta tropical em 2019: Brasil está no topo do ranking


A jornalista Suzana Camargo divulgou em Conexão Planeta, em 03.06.2020, dados de uma nova pesquisa sobre desmatamento.

Ela diz que, "ano a ano as mesmas notícias se repetem. Infelizmente. Em 2019, noticiamos aqui que o planeta tinha perdido 12 milhões de hectares de florestas tropicais no ano anterior e o Brasil havia sido o país com o mair índice de desmatamento.
Agora um novo levantamento acaba de ser divulgado com o cenário registrado em 2019. Os números continuam a ser alarmantes e o Brasil mantem-se no topo desse ranking vergonhoso.
De acordo com o mais recente relatório do Global Forest Watch, os trópicos perderam 11,9 milhões de hectares de cobertura arbórea no ano passado.
“Quase um terço dessa perda, 3,8 milhões de hectares, ocorreu dentro de florestas primárias tropicais úmidas, áreas de floresta tropical madura que são especialmente importantes para a biodiversidade e o armazenamento de carbono. É o equivalente a perder um campo de futebol de floresta primária a cada 6 segundos durante todo o ano”, explicam os pesquisadores envolvidos no estudo."

 

domingo, 31 de maio de 2020

DESMATAMENTO AUMENTA NA AMAZÔNIA

Desmatamento aumenta, emissões de CO2 estabilizam

Na edição de dezembro de 2019, a revista FAPESP divulga dados do desmatamento na Amazônia Legal fornecidos pelo sistema Prodes:

"A taxa de desmatamento na Amazônia Legal aumentou 30% entre agosto de 2018 e julho de 2019. No período, foram derrubados 9.762 quilômetros quadrados (km2) de floresta, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados em novembro. Depois de atingir um pico em 2004, quando foram desmatados 27.772 km2 de floresta, a taxa caiu até 2012 e voltou a subir a partir do ano seguinte, de acordo com o sistema Prodes, que monitora o desmatamento na região desde 1988. Nos 12 meses mais recentes, os estados de Rondônia, Pará, Mato Grosso e Amazonas responderam por 84% do total desmatado, o equivalente a 8.213 km2. Também em novembro, a organização não governamental Observatório do Clima apresentou a estimativa mais recente da emissão de gases de efeito estufa pelo Brasil. Ela se manteve estável no último ano. Em 2018, foram lançados na atmosfera 1,939 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (CO2e), valor 0,3% superior ao de 2017. As emissões resultantes do desmatamento na Amazônia no ano passado foram em parte compensadas por uma redução de 10% na derrubada da vegetação do Cerrado, resultando em um aumento de 3,6% nas emissões por mudança de uso da terra. O setor de energia registrou uma queda de 5% nas emissões, em razão do aumento de uso de etanol no transporte de passageiros, da adição de biodiesel ao diesel e do incremento de fontes renováveis na geração de eletricidade. Houve uma queda de 0,7% nas emissões da agropecuária e um aumento de 1% nos processos industriais. Os resultados indicam que o Brasil ainda não incorporou uma trajetória consistente de redução de emissões (Observatório do Clima, 5 de novembro)."


A FLORESTA AMAZÔNICA PODE VIRAR CERRADO

Estamos brincando de roleta russa com a Floresta Amazônica

O Instituto ClimaInfo divulgou, em em 28/02/2020, matéria com dados e previsões a respeito da Amazônia, onde informa que:

"A ciência entende que a Floresta Amazônica corre sério risco de ter parte importante de sua área se transformando em um grande cerrado.
A transformação impactará o clima da América do Sul e, também, do hemisfério. As árvores da Floresta Amazônica compõem um sistema de transporte de água do Atlântico até os Andes. A água cai sob forma de chuva em um ponto e volta para atmosfera pela evapotranspiração das árvores em um ciclo que chega a se repetir seis vezes até alcançar os Andes. O desmatamento e a degradação da floresta reduz o número de árvores e, portanto, reduz o volume de água transportada. Com menos água, perde-se biodiversidade, perde-se a altura das copas em um processo autoalimentado. O que a ciência não sabe é a velocidade do processo e quando ele começa para valer. Esta é a ideia por trás dos “tipping points”, os pontos sem volta, objeto de um artigo que acaba de sair na Nature.
O físico Paulo Artaxo escreve em sua página no Facebook: “Onde estará o “ponto de não retorno” da Amazônia? 30% de desmatamento? 40%? 4 graus de aquecimento? 30% menos de chuva? A resposta a esta pergunta é complexa, mas crítica para o planeta. Quais políticas públicas podem impedir que isso aconteça, com graves consequências ao Brasil e ao Planeta?”. Artaxo alerta: “TODOS dependem criticamente de uma rápida redução de queima de combustíveis fósseis, e da adoção de padrões globais de consumo sustentáveis. Mesmo para o establishment, é claro que isso é necessário. Mas eles estão tentando tirar o máximo de lucro do planeta e de nós, o mais rápido possível e até onde der. A ciência avisa: Não temos muito tempo. Tem que ser já, hoje.”
O título desta nota veio do mesmo artigo, de uma fala do ecologista Paulo Brando, da Universidade da Califórnia em Irvine. Brando explica que não se coloca em dúvida a ameaça de um processo de savanização e que, por não saber onde está a bala, estamos jogando uma roleta russa ambiental com a floresta."

ClimaInfo, 28 de fevereiro de 2020.

terça-feira, 26 de maio de 2020

COLAPSO NA AMAZÔNIA

Amazônia pode estar a menos de 30 anos de um colapso, diz estudo

 

O site Mongabay divulgou matéria de Claire Asher, de 12/03/2020, com tradução de Nina Jacomini, sobre estudo que prevê a savanização da Amazônia. Diz a matéria:

"Uma das perguntas mais importantes que pesquisadores da Amazônia estão se fazendo hoje today é: quanto de desmatamento e mudança climática global o bioma pode tolerar antes que as chuvas sejam drasticamente reduzidas, forçando a transformação de floresta tropical em savana e liberando enormes quantidades de carbono durante o processo?
Um estudo recente tentou responder a essa pergunta. Os resultados: a Bacia Amazônica pode estar a menos de 30 anos de um colapso catastrófico que a transformaria em uma savana seca, de acordo com estudo publicado na revista One Earth.
Por muitos séculos, grandes quantidades de evaporação e transpiração das árvores amazônicas geraram cerca de metade da própria precipitação anual do bioma, um ciclo regional que interage com a circulação atmosférica para sustentar o clima tipicamente úmido da região.
Mas, à medida que a mudança climática global se intensifica, conservacionistas e climatologistas expressam a preocupação de que possa haver um limiar de desmatamento para além do qual o ciclo não se sustentaria mais. Nesse cenário, grandes parcelas da bacia secariam e poderiam se transformar em uma savana, com consequências indiretas para os padrões climáticos em todo o continente sul-americano e no mundo."

Veja mais em MONGABAY - NOTÍCIAS AMBIENTAIS PARA INFORMAR E TRANSFORMAR.

sábado, 2 de maio de 2020

DESMATAMENTO EM TERRAS INDÍGENAS

 Desmate sobe 80% em terras indígenas da Amazônia, diz Inpe

 

Foto: Divulgação O Vale.

O Jornal O Vale divulga dados de relatório sobre o desmatamento em terras indígenas. Segundo o jornal, "o desmatamento na Amazônia em terras indígenas, em 2019, foi 80% maior em comparação com o ano de 2018. Já nos territórios com a presença de povos indígenas isolados, o desmatamento aumentou em 113%."
"Os números constam em relatório do ISA (Instituto Socioambiental), que utiliza dados oficiais de desmatamento do sistema Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
O relatório foi apresentado na Comissão de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), denunciando o país pela "frágil situação dos povos indígenas em isolamento no Brasil, e os crescentes riscos de etnocídios [quando a cultura tradicional é destruída] e de genocídios dessas populações", informou o ISA, em nota". 
 
Veja mais em Jornal O Vale.